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Quando acaba a bateria do celular, é como se parasse um marcapasso. Sou capaz de apostar um dente da frente como, em pelo menos algum momento, essa frase já se encaixou perfeitamente na vida de grande parte da população ocidental. A cada novo G que acrescentam à tecnologia de telecomunicações, a cada aplicativo e funcionalidade sinto que ficamos progressivamente atrelados ao telefone móvel. Não é de se espantar que já haja legislação específica, regulamentando os eventos relacionados ao funcionamento do celular: a Lei de Murphy.
Segundo essa lei, se a bateria estiver cheia, o telefone não será necessário. Ele só passará a ser de vital importância quando a carga for reduzida até por volta de 15% do total. Nesse ponto, meu amigo, você começará a esperar por uma ligação importantíssima; ou quem sabe chegue ao supermercado e esqueça sumariamente o que lhe pediram para comprar. Com 15% de bateria, os pneus dos carros furam, os engarrafamentos acontecem, as pessoas se perdem e as tias que moram em São José das Ribanceiras resolvem ligar - exatamente quando você esperava uma ligação para resolver algo importantíssimo.
Outro ponto estabelecido pela Lei de Murphy a respeito das telecomunicações é que se você estiver com o telefone o tempo todo, o número de ligações que vai receber cai pela metade. Isso explica o fato de as pessoas levarem o celular para a cama, para o trabalho, para o banheiro, para o País das Maravilhas e não receberem ligações; ao passo que, esquecendo-o por um período do dia ou ficando sem bateria, elas são contactadas até por entidades do além.
Com relação às mensagens de texto, a Lei de Murphy postula no artigo 547, parágrafo 2º, inciso I que "para cada mensagem importante esperada, há sempre cinco completamente inúteis destinadas; quatro delas de responsabilidade das operadoras de telefonia móvel". É lei, gente! Exatamente por isso, quando estamos ansiosos para receber uma mensagem, somos bombardeados com dicas para arrasar na balada, oportunidades de ganhar tablets e vejam só! carros zero km, assim, do nada.
O sinal da telefonia móvel também é regulado e está destinado a cair quando você precisar responder a uma mensagem, seja por SMS, whatsapp ou o que for. Se for importante que a resposta chegue ou ainda, se a falta dela puder ser interpretada como um silêncio constrangedor, não haverá sinal disponível num raio de 150 léguas.
Ora, então por que diabos ainda insistimos em usar os telefones celulares? Porque apesar de toda essa regulamentação contrária à nossa vontade, eles ainda funcionam bem. São úteis, versáteis e concentram em si uma gama de funcionalidades que nos libera de carregarmos peso extra. Imaginem como seria carregar conosco agendinhas telefônicas, agendas, câmera fotográfica, GPS, notebook, despertador, bússola, edições e edições da Barsa, álbuns de fotografia, CD player e outras tantas coisas que são espremidas sem dificuldade no pequeno aparelho? Difícil, muito difícil...
É por isso que eu digo: estamos perdidos, leitor! Pusemos todos os recursos num dispositivo só. E valha-me Deus, ele é regulado pela Lei de Murphy. É por isso que quando acaba a bateria do celular, e ela finda nos momentos mais impróprios, a sensação que temos é de que parou um marcapasso. Aproveitemos, então, enquanto o pulso ainda pulsa.
Beijinhos
Fê Coelho
Plágio é crime e deve ser encarado como tal. A divulgação dos escritos é uma honra, mas os créditos são compulsórios.
Um espaço para dividir minhas crônicas, outros textos e percepções malucas.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Legislação
Quando acaba a bateria do celular, é como se parasse um marcapasso. Sou capaz de apostar um dente da frente como, em pelo menos algum momento, essa frase já se encaixou perfeitamente na vida de grande parte da população ocidental. A cada novo G que acrescentam à tecnologia de telecomunicações, a cada aplicativo e funcionalidade sinto que ficamos progressivamente atrelados ao telefone móvel. Não é de se espantar que já haja legislação específica, regulamentando os eventos relacionados ao funcionamento do celular: a Lei de Murphy.
Segundo essa lei, se a bateria estiver cheia, o telefone não será necessário. Ele só passará a ser de vital importância quando a carga for reduzida até por volta de 15% do total. Nesse ponto, meu amigo, você começará a esperar por uma ligação importantíssima; ou quem sabe chegue ao supermercado e esqueça sumariamente o que lhe pediram para comprar. Com 15% de bateria, os pneus dos carros furam, os engarrafamentos acontecem, as pessoas se perdem e as tias que moram em São José das Ribanceiras resolvem ligar - exatamente quando você esperava uma ligação para resolver algo importantíssimo.
Outro ponto estabelecido pela Lei de Murphy a respeito das telecomunicações é que se você estiver com o telefone o tempo todo, o número de ligações que vai receber cai pela metade. Isso explica o fato de as pessoas levarem o celular para a cama, para o trabalho, para o banheiro, para o País das Maravilhas e não receberem ligações; ao passo que, esquecendo-o por um período do dia ou ficando sem bateria, elas são contactadas até por entidades do além.
Com relação às mensagens de texto, a Lei de Murphy postula no artigo 547, parágrafo 2º, inciso I que "para cada mensagem importante esperada, há sempre cinco completamente inúteis destinadas; quatro delas de responsabilidade das operadoras de telefonia móvel". É lei, gente! Exatamente por isso, quando estamos ansiosos para receber uma mensagem, somos bombardeados com dicas para arrasar na balada, oportunidades de ganhar tablets e vejam só! carros zero km, assim, do nada.
O sinal da telefonia móvel também é regulado e está destinado a cair quando você precisar responder a uma mensagem, seja por SMS, whatsapp ou o que for. Se for importante que a resposta chegue ou ainda, se a falta dela puder ser interpretada como um silêncio constrangedor, não haverá sinal disponível num raio de 150 léguas.
Ora, então por que diabos ainda insistimos em usar os telefones celulares? Porque apesar de toda essa regulamentação contrária à nossa vontade, eles ainda funcionam bem. São úteis, versáteis e concentram em si uma gama de funcionalidades que nos libera de carregarmos peso extra. Imaginem como seria carregar conosco agendinhas telefônicas, agendas, câmera fotográfica, GPS, notebook, despertador, bússola, edições e edições da Barsa, álbuns de fotografia, CD player e outras tantas coisas que são espremidas sem dificuldade no pequeno aparelho? Difícil, muito difícil...
É por isso que eu digo: estamos perdidos, leitor! Pusemos todos os recursos num dispositivo só. E valha-me Deus, ele é regulado pela Lei de Murphy. É por isso que quando acaba a bateria do celular, e ela finda nos momentos mais impróprios, a sensação que temos é de que parou um marcapasso. Aproveitemos, então, enquanto o pulso ainda pulsa.
Beijinhos
Fê Coelho
Quem sou eu
A autora por ela mesma
- Fernanda Coelho
- Uma pessoa muito bem humorada, otimista incorrigível, tentando se encontrar nesse mundo maluco.
Boas vindas.
Seja bem vindo você que vem curioso, que vem interessado ou mesmo desacreditado.
Seja bem vindo você que me lê e descobre-me aos parágrafos.
Aproveita as palavras que encontrar por aqui e fica à vontade: a casa é sua. Só não põe o pé na mesa.
Sejam todos bem vindos.
Beijinhos
Fê
Seja bem vindo você que me lê e descobre-me aos parágrafos.
Aproveita as palavras que encontrar por aqui e fica à vontade: a casa é sua. Só não põe o pé na mesa.
Sejam todos bem vindos.
Beijinhos
Fê
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Plágio é crime e deve ser encarado como tal. A divulgação dos escritos é uma honra, mas os créditos são compulsórios.
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1 comentários:
oi,vim conhecer seu blog,li um post,fui para o outro...amei o jogo de palavras.Tudo muito bem explicado e leve,muito leve...Vou continuar mais um pouco por aqui,faz tempo que não me prendo a textos grandes...Não estou me reconhecendo.Parabéns!Se quiser visitar meu cantinho,venha,será bem recebida,Abraços de uma arteira,Tania Mara
www.fuxikitosecia.com.br
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