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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Terceira Carta ao Senhor Futuro



Vi você ontem à noite, senhor Futuro, rapidamente. Foi quase uma fração de segundo, mas vi você, zombeteiro, parado num canto do quarto, observando-me derreter de amor enquanto mirava uma foto em preto e branco - artifício do Instagram.

Talvez você nem tenha percebido, mas vi brincar em seu sorriso enviesado a ironia de quem já viu algo se repetir infinitas vezes. Um bebê. Meu sobrinho. Eu olhando a foto e me desmanchando em ternura; pensando em quão mágico é ver a continuidade, o renovar da vida.

Você sorriu. Segurou a aba de seu chapéu, acenando com a cabeça um cumprimento que só vi pelo canto do olho, para logo em seguida desaparecer. Comigo, ficaram apenas o senhor Passado e dona Esperança - visitas sempre mais demoradas.

O senhor Passado gosta de contar anedotas. Sentou-se aos pés da cama e falou-me de quando eu, ainda criança, observava os adultos olhando fotos. Recordou-me o quão divertido era vê-los rir de suas fotos, cabelos e roupas que ninguém mais usava. O Passado estava sorridente; bem-humorado, até. Falou-me de lembranças douradas e quentinhas como colo de mãe. Explicou-me que também ele já havia sido futuro um dia. E disse-me que não me importasse tanto com o que há de vir. "Tudo vem a seu tempo, afinal" - disse, estalou a língua, ajeitou seu casaco e se foi.

Em seu lugar, ficou dona Esperança - linda em seu vestido verde, bordado de sonhos. Fizemos inferências e planos reluzentes. Falamos de possibilidades e de como imaginamos os dias vindouros. Revimos fotos, sorrimos e chegamos à conclusão de que Raul Seixas estava certo ao dizer que tudo acaba onde começou.

Sei que você sorriu ao me ver, senhor Futuro. Sei que em seu sorriso dançavam mil segredos. Não te peço que me revele nada, ou que se adiante. Tome o seu tempo. Esteja à vontade. Peço, todavia, que cada pedaço seu que se for tornando passado, deixe comigo uma memória bonita para aquecer o coração.

Seja leve, senhor Futuro. Seja suave e alegre. Venha risonho e cheio dos atributos com os quais dona Esperança lhe pintou.

A gente se encontra - numa tarde ao sol ou numa noite qualquer; numa música, numa risada ou numa foto. Fato é que de vez em quando a gente acaba se encontrando.

Até lá, receba um beijo cheio de ternura.

Fê Coelho.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Sobre margaridas, quebra-cabeças e respeito



Engraçado como as coisas simples têm a capacidade de nos ensinar, se estivermos dispostos a aprender. Divertido perceber como a singeleza pode ser sábia, para quem tiver os olhos atentos e o coração preparado para ver. Aconteceu comigo. De novo. Mais uma vez, algo simples e sem importância, a princípio, chamou-me a atenção e ensinou-me algo que há dias venho carecendo compreender: preciso simplificar a vida.

Há um tempo, tenho sentido a pressão para acertar. Acredito que boa parte dessa insistência em ser multifuncional seja originada em mim mesma, embora outra parcela seja decorrente de uma lista enorme a respeito do que se espera das pessoas. Disso resultou uma briga com o tempo, uma ansiedade para que ele se demore e a sensação de que o tique-taque do relógio não passa de chacota. Tentei me entender com o futuro mais vezes do que seria razoável. Busquei encaixar mais atividades do que poderia, numa agenda não muito espaçosa, por assim dizer.

O resultado? Alguns textos, horas de muito matutar (como se eu precisasse de pensamentos extras), ansiedade e uma preocupação exacerbada com o que eu deveria fazer, com coisas que precisaria desenvolver e o padrão em que deveria me encaixar.

Foi necessário comprar dois vasos de margarida baratinha, daquelas que custam três reais no supermercado, para que eu entendesse o quanto estava sendo imatura.

Talvez o leitor já esteja acostumado com essa minha forma de tirar ensinamentos maiores de coisas pequenas. Algumas pessoas até me sinalizaram esse costume peculiar e, graças ao Bom Deus, informaram que gostam disso. O que me faz sentir bem acompanhada em minhas divagações. Afinal de contas, seria meio solitário pensar que há poucos pirados vagando por aí. Voltemos às margaridas.

Elas foram adquiridas para conferir um certo colorido ao apartamento onde estou morando e, embora não sejam flores caras, raras ou glamourosas, me afeiçoei a elas. Ocorre que, devido à minha rotina dos últimos tempos - ou à falta dela - o cuidado com as margaridas se tornou difícil. Ficar fora de casa por quatro dias consecutivos representa a morte por desidratação para as pobres plantas.

Aí veio a constatação: se não consigo mais encaixar no meu dia a dia nem o cuidado com dois vasos de margaridas (ou seja, regar diariamente e deixa tomar um pouco de luz), como espero incluir outras atividades ou relacionamentos em minha vida? A questão é: não vai dar, produção!

Pode parecer derrotista, a constatação. Eu, entretanto, prefiro colocar aí uma lente nova: a da piedade. Prefiro ser compreensiva comigo mesma e aceitar que tenho limitações. Esse é um bom caminho para o respeito.

Quantas vezes as pessoas se tornam escravas dos planos que traçaram? Quantas vezes perdem a vida e as relações que já têm, para buscar aquilo que acreditam dever alcançar? Quantas vezes deixam de perceber a riqueza do que possuem, no afã de conseguir sempre mais e se descabelam numa luta constante com os próprios limites? Tenho cá uma quedinha para esse lado, mas não é esse o meu elã. Não é a busca desenfreada o que me prende à vida.

Não estou aqui defendendo que as pessoas tenham que se acomodar e passar o resto de seus dias aboletadas numa zona de conforto, tendo pena de si próprias até o fim dos tempos. Claro que os desafios são algo importante e absolutamente saudáveis. A conclusão a que cheguei é que se por um lado as conquistas dão sentido à vida, os limites conferem paz. E a paz de espírito é matéria prima de momentos mais felizes, sem os quais qualquer conquista perde o sentido.

Sei que chegará o momento de cuidar das margaridas, conotativamente falando. Sei que há o instante propício para cada movimento da vida. A questão é que muitas vezes a gente é a peça certa; o quebra-cabeça é que está errado.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O Fusca e o Celta do Vovô - algumas memórias


Passeando pela blogosfera esta manhã, de link em link, acabei chegando num blog que me trouxe lembranças que já iam ficando esquecidas. O blog em questão chama-se Meu Fuscão 1972 e me lembrou de um episódio recente e de outro não tão recente assim, que remete à minha infância.


Vou fazer os relatos em retrospectiva, ok?


Estávamos, eu e meu marido, dirigindo pela W3 norte (para quem não conhece, é uma via movimentada de Brasília), quando passamos por um Fusca.
- Amor, a Nana fez uma coisa engraçada esses dias.
- O quê? - Perguntei
- Ela viu um fusca na rua e ficou encantada. Disse: nossa, papai, um FUSCA!!

E meu marido continuou o relato de como nossa primogênita, contra todas as expectativas, reconheceu um Fuscão. E mais: como ela ficou maravilhada por encontrar um carro tão antigo.
Soltei uma gargalhada, me deliciando com a inocência de minha filhota e com a infalibilidade do tempo.
Sim, porque o tempo não perdoa. Tudo o que hoje é moda, amanhã ou depois já não será mais. Já se foi a época das novidades duradouras, dos escândalos perenes, e dos bens altamente duráveis. Eu brinco sempre que não se pode acompanhar os avanços tecnológicos dos computadores, celulares e fraldas descartáveis. Porque tudo se renova muito rápido.

E me lembrei de quando eu era criança. Sempre que íamos viajar com a família - meus pais, meus dois irmãos e eu - tínhamos o costume de inventar brincadeiras para o caminho. Indo de Goiás a Minas Gerais, com três crianças brigando dentro do carro, há que se ter um pouco de imaginação, amigos. Então minha mãe saiu com essa brincadeira, que consistia em cada um de nós escolher um carro e prestar atenção, para ver quantos haviam passado até chegarmos. Quem conseguisse mais ganhava (às vezes nada, às vezes um picolé).

E então, teve essa vez em que meu irmão caçula escolheu contar Fuscas. Putz! Não teve como ele não ganhar. Quando eu era criança, Fuscas brotavam do chão, sabem? Isso quando eles não se reproduziam nas garagens e nos estacionamentos. E foi muito engraçado, porque no final ele não conseguia mais contar. Perdemos todos de lavada, mas nos divertimos como nunca.

Posso estar errada - porque àquela altura eu ria tanto, que não me lembro bem - mas acho que meu marido disse para a nossa filha que o pai dele teve um Fusca. Digo isso, porque nos enveredamos por outra conversa engraçada.

- Diga aí, amor, como será quando nossa filha tiver seus filhos?
- O quê? - meu marido perguntou.
- Ela vai estar passeando na rua com as crianças e um pequeno dirá: Nossa mamãe, um CELTA!!! E ela contará para os filhos a história do Celta do vovô. Dos dias em que o vovô era louco por carros e a vovó também era louca - de raiva do raio do Celta.

E rimos juntos, projetando memórias que ainda virão.


Abaixo, o vídeo da música que ouvi para escrever essa crônica.


Beijinhos


Imagem

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O tempo que não nos pertence

Ando preocupada com o tempo. Ando sentindo que ele me foge rápido demais, vertiginoso demais. Ando sentindo que o persigo e que ele me olha de longe, sempre à minha frente, sempre virando alguma esquina.

Ando com medo do tempo. Temo as mudanças que não posso prever, controlar ou conter. Estremeço diante da falibilidade dos planos, da mutabilidade das feições e da efemeridade dos momentos. Inquietam-me os espelhos, intragavelmente teimosos, que nunca se mantém refletindo a mesma imagem. As mudanças estão lá: inegáveis e irrevogáveis. Assustam-me as roupas que diminuem de tamanho, os sapatos que não podem mais conter os pezinhos que outrora eram tão minúsculos e meus próprios ombros que, numa piscadela, ficaram muito próximos da altura de minhas filhas.

Ando sentindo o tempo com uma agudeza que às vezes não me agrada, como se estivesse o tempo todo em uma despedida do minuto anterior. Ando vendo o tempo, o tempo todo a me sinalizar que está passando, o tempo todo a me lembrar de coisas no pretérito perfeito.

Mas que bobagem a minha. O tempo não nos foge. Não nos escapa por entre os dedos, porque na verdade nunca esteve em nossas mãos. O tempo simplesmente existe e não sei se ele passa ou se passamos por ele.

O tempo não é nosso. Ele não pode ser perseguido, retido ou manipulado. Não dura além dos momentos de felicidade - ou infelicidade -  quimérica. Ele passa inexorável, imutável e indiferente. Não espera e não se apressa.

E a nós, resta-nos lembrar que, na verdade, não se perde nada com a passagem do tempo. Porque o futuro nunca nos pertenceu. Ele é apenas a projeção daquilo que esperamos ou tememos. O tempo não nos tira nada. Ao contrário, seu passar é um presente.

Porque não se perde uma juventude, um bebezinho, ou dias passados. Ganha-se maturidade, um filho com sete anos, adolescente ou adulto e dias passados. O importante é lembrar: o que de fato nos pertence são os momentos fortes o bastante para ficarem impressos na memória.

E o tempo sempre estará por aí, para nos acrescentar dias, memórias, rugas, filhos, netos e neuroses ao longo do período que usamos para gastar o O2 disponível no planeta.

Que nossos batimentos cardíacos possam valer a pena.

Beijinhos

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A chuva chegou


E eis que a chuva chegou. E trouxe consigo o melhor aroma de terra molhada disponível em todo o mundo, porque era o meu cheiro de terra molhada. Esse era só meu, exclusivo, esperado e ansiado como liquidação de sapatos.

O primeiro olor de terra molhada é diferente, porque tem cheiro de saudade - dos dias de chuva no telhado, de trovoada, de bolinho frito com café e de filme com cobertor (se bem que, com esse calor, não é fácil pensar em nada que sirva para se agasalhar). A primeira chuva abaixa a poeira, sobe o calor, nos recorda que é possível respirar sem sentir nenhuma ardência no nariz e põe as pessoas na rua em polvorosa - ao menos as que ainda não compraram os seus guarda-chuvas de cinco reais.

Basta as primeiras gotinhas começarem a cair, para tudo começar a ficar verde: uma cor de encher os olhos e a alma, de fazer suspirar, sorrir e lembrar que não há seca que resista ao mês de outubro (que um anjo diga amém - agora!). Basta chover para todo mundo comentar, rir das pataquadas alheias, reclamar do engarrafamento e andar com sacolas na cabeça.

Uma chuva e os cabelos entram em colapso, fazendo voltinhas e mais voltinhas nas cabeças despreparadas. E aí a mulherada abre o bico a reclamar. Algumas soluções são possíveis:
1- Assumir os cachos, aproveitando que eles estão na moda mesmo;
2- Andar com o guarda-chuva por onde for e rezar para que ele não vire do avesso;
3- Manter um kit de sobrevivência com escova, secador, pracha, presilhas, tiaras e outros itens sempre à mão;
4- Caprichar na escova definitiva.

Eu escolhi a última opção, principalmente pela praticidade do cuidado.
Saindo do salão, um dia após a primeira chuva, com o cabelo lisérrimo, olhei para o céu cheio de nuvens cinzentas e suspirei, experimentando todo o prazer que os dias chuvosos me proporcionam.

"Segura essa, São Pedro. Pode mandar chuva à vontade. Eu aguento!"

Beijinhos

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Segue o seco



Ah, o cerrado! Com suas árvores retorcidas, flores coloridas, frutas com sabor exótico, crepúsculos lindamente alaranjados, cachoeiras maravilhosas e... um clima insuportável.

Eu juro que gosto de ser goiana. Sou apaixonada pelo meu estado, pelas pessoas hospitaleiras, pela cultura da simplicidade e pelas comidinhas meio goianas meio mineiras. Encanta-me o pôr-do-sol poético, laranja-rosado, emoldurando os ipês e angicos, anunciando noites frescas de céu estrelado e de histórias a perder de vista. Mas precisava ter um clima tão intragável?

Não há um meio termo confortável. Ou é chuva ou é seca. Ponto final. E assim ficamos sempre num descontentamento de uma rabugice pior que o clima.

Ou reclamamos por termos chuva demais, ou por ela estar ausente - completamente sumida, exilada para outros estados com Mata Atlântica, florestas, mata de araucárias ou coisa que o valha.

O período compreendido, aproximadamente, entre os meses de outubro e maio é de chuva. Chuva pra valer! Caem torós de enxarcar os ossos, virar guarda-chuvas do avesso, transformar as ruas em queijos suíços e sujar as roupas de lama. São dias de tempestades no final da tarde, que escolhem exatamente a hora de voltar para casa e buscar as crianças na escola. Mas que, apesar de tudo, são infinitamente melhores que os meses da seca. Sim, porque precisamos ter o mínimo de umidade no ar. Afinal de contas, não estamos no Saara!

O restante dos meses do ano é ocupado por bronquites, alergias, dermatites atópicas, narizes sangrando, dores de cabeça e um rosário de lamúrias que só quem passa mais de cem dias sem chuva sabe rezar. Não há hidratante que chegue, nem soro fisiológico que baste. São dias de poeira, vento, carros sujos, limpeza de chão várias vezes ao dia, nebulizações, sol escaldante, toalha molhada na cabeceira da cama e um arsenal de técnicas para melhorar a umidade do ar.

A parte boa de se ter um período assim tão definido de seca é que se pode marcar um churrasco com dois meses de antecedência. Mesmo estando em maio, pode-se marcar um evento para um dia inteiro de agosto. Não vai chover, eu garanto. Nem uma gotinha.

Perdoem-me a rabugice. Estamos há semanas nesses pródromos de chuva e já estou estressada. A expectativa e o tempo cinzento de poeira e fumaça (sim, nossos parques estão tostados - de novo) me deixam irascível. Mesmo a despeito das noites avermelhadas que eu tanto amo.

Preciso comprar um guarda-chuva de cinco reais - para virar do avesso quando eu mais precisar dele. Quando as gotas pararem de se desviar de mim, meu humor provavelmente ficará melhor.
Até lá, segue o seco!

Beijinhos

domingo, 1 de agosto de 2010

Fechado para balanço

Informo que estou fechada para balanço até o final deste texto. A aproximadamente uma hora de entrar no dia do meu aniversário, resolvi fazer um balanço parcial dos acontecimentos até agora.

Sei que muita gente faz isso no ano novo, mas esse não é o meu hábito. Já percebi que as promessas que fazemos naquele dia têm o hábito intragável de se mostrarem furadas. E na verdade, de uma maneira geral, não sou uma pessoa muito dada a esses balanços.

Então, por que agora? Bem, acho que porque um fato me chamou a atenção hoje durante o dia. Amanhã, completo uma década de maioridade. E? E eu achei que poderia ser elucidativo parar pra rever o que andei fazendo da minha vida desde que, legalmente, eu tenho o direito de fazer dela o que bem entender.

Vamos lá.

Há dez anos, eu não tinha muita noção do que faria com esse direito, além de poder beber, tirar carteira de motorista e ser obrigada a votar. Entretanto, a vida foi passando, fatos ocorreram e cá estou com algumas conquistas e realizações. Talvez o meu raciocínio fique mais claro se o fizer em forma de lista.

Coisas que adquiri em uma década de maioridade.
1- Uma vaga na universidade
2- Diploma de bacharel e licenciatura
3- Um casamento (muito feliz, graças ao Bom Deus)
4- Duas filhas lindas
5- Um emprego que me mata de cansaço, mas me mantém e me realiza enquanto ser humano (ponto positivo para o emprego)
6- Carteira de motorista
7- O hábito da leitura
8- Um bocado de amigos (inclusive virtuais)
9- Alguns cabelos brancos
10- A cor e o corte de cabelo que sempre quis usar e nunca tive coragem
11- O conhecimento de que não preciso fazer tudo o que me pedem para ser aceita
12- Um olhar que nunca tive sobre os meus pais (empatia é tudo)
13- Alguns quilos a mais (nego-me a dizer quantos)
14- Alguns porres no currículo
15- Vários sonhos novos
17- Um livro e algumas histórias não publicados
18- A consciência de que, em hipótese alguma, eu posso fazer da minha vida o que bem entender (visto que há menores incapazes sob a minha guarda e que me usam de espelho)
19- O entendimento de que felicidade é uma escolha e um ponto de vista
20- Uma lista do "tem que" interminável (em outro post talvez eu fale dela)

Conclusões
De maneira geral, acho que foi bom. Melhor que isso, foi ótimo. Claro que teria algumas frustrações para listar, ou coisas que gostaria de já ter feito e concretizado. Em todo caso, espero pelo melhor e que Deus me ajude a ter outras décadas pela frente para aperfeiçoar o conteúdo da lista.

Fim do balanço e do post

Beijinhos






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