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- Diga-me, menina, porque você está rindo? Entendeu a pergunta que te fiz?
- Não sei. - respondeu a menina - Mas entendi uma ou duas coisas desde a nossa última conversa.
- Tenho visto você a pensar, a se debater entre questionamentos e estou curioso. Diga-me, menina, o que entendeu?
- Entendi que a pessoa mais difícil de se perdoar é - adivinhe - você mesmo e que, paradoxalmente, esse é o perdão que importa, afinal. Compreendi que nosso elogio é o mais complicado de se conquistar, mas é o mais gratificante que se pode receber. Percebi que minhas escolhas anteriores podem simplesmente ser alteradas por novas opções, embora eu não possa fugir das consequências advindas do passado. Aprendi a sentir orgulho de mim mesma e a me olhar com um certo distanciamento, para me enxergar melhor. Descobri que não tenho razão, nem estou errada em tudo. Entendi que estou crescendo e mudando o tempo todo e que sou responsável por administrar essas mudanças. Compreendi que ainda me prendo a um milhão de convenções e que, provavelmente ainda estarei acorrentada a muitas delas ao longo da vida. Descobri que sua pergunta tinha muito menos a ver com o resultado final do que com o caminho percorrido para chegar a ele.
- Então diga-me, menina, o que você vai ser quando crescer.
- Serei o que conseguir ser, resultado de minha história e de meus sonhos. Serei o que tiver que ser, sem a necessidade de superar um modelo irreal. Farei minha história como quem tece, um fio por vez, uma anedota por fio, uma pessoa por anedota. Serei realizações, impressões, sonhos e frustrações. Serei a luta que travo todos os dias, para manter o curso da vida. Serei o resultado de escolhas certas e erradas, de passos ora acertados, ora trôpegos. E, muito provavelmente, serei a pessoa que há de desdizer tudo o que te digo agora, porque entendeu coisas que não poderia compreender no momento atual.
- Acho que a gente se vê dentro de algum tempo, menina. Ainda há muito o que pensar, muito o que concluir. Você ainda há de me entender. Até lá, não deixe de pensar. O que você vai ser quando crescer, menina?
Plágio é crime e deve ser encarado como tal. A divulgação dos escritos é uma honra, mas os créditos são compulsórios.
Um espaço para dividir minhas crônicas, outros textos e percepções malucas.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Diga-me, menina, o que vai ser?
- Diga-me, menina, porque você está rindo? Entendeu a pergunta que te fiz?
- Não sei. - respondeu a menina - Mas entendi uma ou duas coisas desde a nossa última conversa.
- Tenho visto você a pensar, a se debater entre questionamentos e estou curioso. Diga-me, menina, o que entendeu?
- Entendi que a pessoa mais difícil de se perdoar é - adivinhe - você mesmo e que, paradoxalmente, esse é o perdão que importa, afinal. Compreendi que nosso elogio é o mais complicado de se conquistar, mas é o mais gratificante que se pode receber. Percebi que minhas escolhas anteriores podem simplesmente ser alteradas por novas opções, embora eu não possa fugir das consequências advindas do passado. Aprendi a sentir orgulho de mim mesma e a me olhar com um certo distanciamento, para me enxergar melhor. Descobri que não tenho razão, nem estou errada em tudo. Entendi que estou crescendo e mudando o tempo todo e que sou responsável por administrar essas mudanças. Compreendi que ainda me prendo a um milhão de convenções e que, provavelmente ainda estarei acorrentada a muitas delas ao longo da vida. Descobri que sua pergunta tinha muito menos a ver com o resultado final do que com o caminho percorrido para chegar a ele.
- Então diga-me, menina, o que você vai ser quando crescer.
- Serei o que conseguir ser, resultado de minha história e de meus sonhos. Serei o que tiver que ser, sem a necessidade de superar um modelo irreal. Farei minha história como quem tece, um fio por vez, uma anedota por fio, uma pessoa por anedota. Serei realizações, impressões, sonhos e frustrações. Serei a luta que travo todos os dias, para manter o curso da vida. Serei o resultado de escolhas certas e erradas, de passos ora acertados, ora trôpegos. E, muito provavelmente, serei a pessoa que há de desdizer tudo o que te digo agora, porque entendeu coisas que não poderia compreender no momento atual.
- Acho que a gente se vê dentro de algum tempo, menina. Ainda há muito o que pensar, muito o que concluir. Você ainda há de me entender. Até lá, não deixe de pensar. O que você vai ser quando crescer, menina?
Quem sou eu
A autora por ela mesma
- Fernanda Coelho
- Uma pessoa muito bem humorada, otimista incorrigível, tentando se encontrar nesse mundo maluco.
Boas vindas.
Seja bem vindo você que vem curioso, que vem interessado ou mesmo desacreditado.
Seja bem vindo você que me lê e descobre-me aos parágrafos.
Aproveita as palavras que encontrar por aqui e fica à vontade: a casa é sua. Só não põe o pé na mesa.
Sejam todos bem vindos.
Beijinhos
Fê
Seja bem vindo você que me lê e descobre-me aos parágrafos.
Aproveita as palavras que encontrar por aqui e fica à vontade: a casa é sua. Só não põe o pé na mesa.
Sejam todos bem vindos.
Beijinhos
Fê
Obrigada pela presença
Eu apoio
Plágio é crime e deve ser encarado como tal. A divulgação dos escritos é uma honra, mas os créditos são compulsórios.
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