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Uma palavra vem ecoando há dias em meio à bagunça do meu pobre e ultimamente atribulado cérebro: desnecessário. Volta e meia ela reaparece e me sinaliza coisas que talvez não entenderia antes. E tenho percebido que muitas coisas são, de fato, desnecessárias. Muitos comentários, preocupações, notícias, medos, antecipações e expectativas nem precisariam tomar forma. Algumas pessoas não deveriam fazer parte de nosso convívio. A maioria das notícias não deveria passar da tela para o lado de cá. E o chamado entretenimento, que a bem da verdade, serve para distrair a mente do que realmente importa, talvez não devesse entreter. Talvez muito do que temos hoje seja o desnecessário substituindo e mascarando as questões principais.
Por que tanta roupa no armário, dando aquela sensação contraditória de se ter tanta coisa e, infelizmente, não se ter nada para vestir? Por que não nos desfazemos daquilo que já não agrada e ficamos com o que tem valor; com aquilo que realmente faz sentido? Por que armazenamos as coisas na esperança de que voltem à moda, de que percamos cinco quilos, ou vinte? Por que não admitimos que certas roupas não nos caem bem, nos deixam gordas, baixas, pálidas ou ridículas e, partindo dessa informação, por que diabos não mandamos as tais roupas para quem precise ou fique bem dentro delas?
Por que tanta lembrança remendada, se passando por boa? Por que guardar tanta mágoa, tanto rancor? Por que aprisionar dentro da alma sentimentos que mereciam ir bem longe, para o infinito, para o cosmo ou, para ser mais direta, para o raio que o parta? Por que esse apego ao sacrifício, aos dias difíceis? Tem que deixar voar; tem que deixar passar. É fundamental fazer a faxina na alma também e se permitir ficar com o que valha a pena. Do que foi difícil, separar as lições, o que se aprendeu e ponto! Das lembranças importam as boas sensações e os bons aprendizados. Arrependimentos são coisa volumosa, desnecessária, que não deixa o coração seguir, que não deixa a alma respirar. Então, tem que abrir mão!
Por que tanta gente pra chamar de amigo, se no final das contas serão muito poucos os que vão segurar a sua barra? Pra que uma turma tão grande, pra ficar com os dentes arreganhados, rindo de tudo e de nada, sem saber em quem se pode confiar? Não estou, em hipótese alguma, pregando o isolamento social. Acho que todo mundo precisa de companhia e de se sentir querido. Mas vai dizer que não conhece uma ou duas pessoas venenosas, de coração, ações e palavras levianas? Vai dizer que nunca esbarrou com alguém que te faça mal e que você suporta por convenção social? Tem que deixar passar! Afinal de contas, seu coração e seus pensamentos são o único reduto onde quem manda é VOCÊ! E é sua responsabilidade se proteger. Não é necessário, de maneira alguma, desejar mal a ninguém. Basta manter as pessoas levianas do coração pra fora.
Em alguns momentos, é necessário passar o saco de lixo nos armários, na vida, nas relações, no coração. Algumas ocasiões exigem que se tire o que não serve mais, o tão incômodo desnecessário, para acolher o que há de bom. É necessário criar espaços na vida e na alma, para que se possa agregar coisas novas, novos valores, novas esperanças, novos amores, novos sabores. Enfim, é preciso entender que algumas coisas são necessárias; outras não.
Beijinhos
Fê Coelho
Plágio é crime e deve ser encarado como tal. A divulgação dos escritos é uma honra, mas os créditos são compulsórios.
Um espaço para dividir minhas crônicas, outros textos e percepções malucas.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Desnecessário
Uma palavra vem ecoando há dias em meio à bagunça do meu pobre e ultimamente atribulado cérebro: desnecessário. Volta e meia ela reaparece e me sinaliza coisas que talvez não entenderia antes. E tenho percebido que muitas coisas são, de fato, desnecessárias. Muitos comentários, preocupações, notícias, medos, antecipações e expectativas nem precisariam tomar forma. Algumas pessoas não deveriam fazer parte de nosso convívio. A maioria das notícias não deveria passar da tela para o lado de cá. E o chamado entretenimento, que a bem da verdade, serve para distrair a mente do que realmente importa, talvez não devesse entreter. Talvez muito do que temos hoje seja o desnecessário substituindo e mascarando as questões principais.
Por que tanta roupa no armário, dando aquela sensação contraditória de se ter tanta coisa e, infelizmente, não se ter nada para vestir? Por que não nos desfazemos daquilo que já não agrada e ficamos com o que tem valor; com aquilo que realmente faz sentido? Por que armazenamos as coisas na esperança de que voltem à moda, de que percamos cinco quilos, ou vinte? Por que não admitimos que certas roupas não nos caem bem, nos deixam gordas, baixas, pálidas ou ridículas e, partindo dessa informação, por que diabos não mandamos as tais roupas para quem precise ou fique bem dentro delas?
Por que tanta lembrança remendada, se passando por boa? Por que guardar tanta mágoa, tanto rancor? Por que aprisionar dentro da alma sentimentos que mereciam ir bem longe, para o infinito, para o cosmo ou, para ser mais direta, para o raio que o parta? Por que esse apego ao sacrifício, aos dias difíceis? Tem que deixar voar; tem que deixar passar. É fundamental fazer a faxina na alma também e se permitir ficar com o que valha a pena. Do que foi difícil, separar as lições, o que se aprendeu e ponto! Das lembranças importam as boas sensações e os bons aprendizados. Arrependimentos são coisa volumosa, desnecessária, que não deixa o coração seguir, que não deixa a alma respirar. Então, tem que abrir mão!
Por que tanta gente pra chamar de amigo, se no final das contas serão muito poucos os que vão segurar a sua barra? Pra que uma turma tão grande, pra ficar com os dentes arreganhados, rindo de tudo e de nada, sem saber em quem se pode confiar? Não estou, em hipótese alguma, pregando o isolamento social. Acho que todo mundo precisa de companhia e de se sentir querido. Mas vai dizer que não conhece uma ou duas pessoas venenosas, de coração, ações e palavras levianas? Vai dizer que nunca esbarrou com alguém que te faça mal e que você suporta por convenção social? Tem que deixar passar! Afinal de contas, seu coração e seus pensamentos são o único reduto onde quem manda é VOCÊ! E é sua responsabilidade se proteger. Não é necessário, de maneira alguma, desejar mal a ninguém. Basta manter as pessoas levianas do coração pra fora.
Em alguns momentos, é necessário passar o saco de lixo nos armários, na vida, nas relações, no coração. Algumas ocasiões exigem que se tire o que não serve mais, o tão incômodo desnecessário, para acolher o que há de bom. É necessário criar espaços na vida e na alma, para que se possa agregar coisas novas, novos valores, novas esperanças, novos amores, novos sabores. Enfim, é preciso entender que algumas coisas são necessárias; outras não.
Beijinhos
Fê Coelho
Quem sou eu
A autora por ela mesma
- Fernanda Coelho
- Uma pessoa muito bem humorada, otimista incorrigível, tentando se encontrar nesse mundo maluco.
Boas vindas.
Seja bem vindo você que vem curioso, que vem interessado ou mesmo desacreditado.
Seja bem vindo você que me lê e descobre-me aos parágrafos.
Aproveita as palavras que encontrar por aqui e fica à vontade: a casa é sua. Só não põe o pé na mesa.
Sejam todos bem vindos.
Beijinhos
Fê
Seja bem vindo você que me lê e descobre-me aos parágrafos.
Aproveita as palavras que encontrar por aqui e fica à vontade: a casa é sua. Só não põe o pé na mesa.
Sejam todos bem vindos.
Beijinhos
Fê
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Eu apoio
Plágio é crime e deve ser encarado como tal. A divulgação dos escritos é uma honra, mas os créditos são compulsórios.
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3 comentários:
Fernanda, você conseguiu dizer tanta coisa em poucas palavras! Olha, menina, assino embaixo. E bem assinado! Realmente, quando você fala de amigos, podemos contá-los numa mão; quando precisamos, um ou dois estão presentes. E pra que o resto? Pra ter companhia?
Quanto às tralhas, nossa... estou nesse feriadão com a mão na massa, sacolas e sacolas de roupas, sapatos, bugigangas que nunca usarei, e enfeites de casa, amiga... Nem te conto. Mas estou chegando lá, uma vida mais leve tem o seu preço! O luxo é a simplicidade. Estou agora numa de jeans, tênis e camiseta.
Rica esta sua crônica, madura, lúcida, corajosa. Parabéns por representar muitas cabeças que pensam o mesmo.
Grande beijo
Tais
nossa, maravilhosoo!!!
Obrigada!!! Estava precisando ouvir isso nesse exato momento. Conseguiram tirar a minha paz no trabalho e eu estava perdendo a alegria...eu não precisava de qualquer palavra, qualquer coisa que me diziam eu pensava: "Essa pessoa não sabe o que eu estou passando". Mas o que vc escreveu acertou em cheio. Sei disso, porque, enquanto lia, o peso que eu estava sentindo, foi saindo, e eu estou me sentindo leve. Nem eu estou acreditando. Bjks.
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