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Existem coisas que acontecem com tanta gente, que acabo pensando que ocorrem com todo mundo. Existem conceitos tão arraigados, que eu acabo crendo serem parte de uma verdade universal. Sei que nem é isso que ocorre, mas gosto de pensar que todas as mães têm algo em comum, além do fato de terem filhos.
Penso que toda mãe tem consigo um amor desvelado, daqueles que não consegue decidir entre um filho ou outro; nem entre os filhos e a própria vida. Penso que esse amor é uma espécie de motor de arranque para os dias e para as decisões. E creio, também, que toda mãe em algum momento faz aquilo que tem que ser feito - apesar da dor, da dificuldade ou da aparência impossível.
Toda mãe, aqui na minha cabeça, tem olhos aguçados - daqueles que veem sujeira atrás da orelha e tristeza escondida atrás do sorriso. Toda mãe capta nuances que ninguém mais percebe, porque o amor amplifica a visão. Ela sabe a hora de abraçar e de dar a bronca; e se não sabe, vai tateando com o coração até descobrir. Ela enxerga o perigo que ninguém mais vê, o amigo que nem é tão amigo assim e o potencial que nem mesmo a gente sabe que tem.
Toda mãe, no meu entender, - e quero muito crer que seja verdade, ou seria realmente muito triste estar num barco sozinha - já errou tentando acertar e já acertou com medo de errar. Todas nós já nos sentimos perdidas, frustradas, amedrontadas e recompensadas na mesma medida. Toda mãe já sentiu dó e se preocupou com a passagem do tempo. Toda mãe já chorou e sorriu; e já sentiu o dia se iluminar à vista de um sorriso.
Creio que são essas coisas que fazem das mães uma espécie de instituição, algo sólido em que se pode confiar. Acredito que essa série de intersecções nos aproximam e criam um dialeto de amor, que só se compreende de fato quando se gera um filho - no ventre ou no coração.
Porque o que fala por nós, mães, é um afeto grande demais para ser traduzido. O que nos move é um coração cheio de um amor transformador, capaz de se doar e de perceber a beleza em frações de segundo.
Penso que toda mãe consegue guardar consigo pequenos trechos de eternidade. Porque toda mãe eterniza consigo as memórias mais refinadas de amor.
Feliz dia das mães!
Beijinhos
Fê Coelho.
Plágio é crime e deve ser encarado como tal. A divulgação dos escritos é uma honra, mas os créditos são compulsórios.
Um espaço para dividir minhas crônicas, outros textos e percepções malucas.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Toda mãe
Existem coisas que acontecem com tanta gente, que acabo pensando que ocorrem com todo mundo. Existem conceitos tão arraigados, que eu acabo crendo serem parte de uma verdade universal. Sei que nem é isso que ocorre, mas gosto de pensar que todas as mães têm algo em comum, além do fato de terem filhos.
Penso que toda mãe tem consigo um amor desvelado, daqueles que não consegue decidir entre um filho ou outro; nem entre os filhos e a própria vida. Penso que esse amor é uma espécie de motor de arranque para os dias e para as decisões. E creio, também, que toda mãe em algum momento faz aquilo que tem que ser feito - apesar da dor, da dificuldade ou da aparência impossível.
Toda mãe, aqui na minha cabeça, tem olhos aguçados - daqueles que veem sujeira atrás da orelha e tristeza escondida atrás do sorriso. Toda mãe capta nuances que ninguém mais percebe, porque o amor amplifica a visão. Ela sabe a hora de abraçar e de dar a bronca; e se não sabe, vai tateando com o coração até descobrir. Ela enxerga o perigo que ninguém mais vê, o amigo que nem é tão amigo assim e o potencial que nem mesmo a gente sabe que tem.
Toda mãe, no meu entender, - e quero muito crer que seja verdade, ou seria realmente muito triste estar num barco sozinha - já errou tentando acertar e já acertou com medo de errar. Todas nós já nos sentimos perdidas, frustradas, amedrontadas e recompensadas na mesma medida. Toda mãe já sentiu dó e se preocupou com a passagem do tempo. Toda mãe já chorou e sorriu; e já sentiu o dia se iluminar à vista de um sorriso.
Creio que são essas coisas que fazem das mães uma espécie de instituição, algo sólido em que se pode confiar. Acredito que essa série de intersecções nos aproximam e criam um dialeto de amor, que só se compreende de fato quando se gera um filho - no ventre ou no coração.
Porque o que fala por nós, mães, é um afeto grande demais para ser traduzido. O que nos move é um coração cheio de um amor transformador, capaz de se doar e de perceber a beleza em frações de segundo.
Penso que toda mãe consegue guardar consigo pequenos trechos de eternidade. Porque toda mãe eterniza consigo as memórias mais refinadas de amor.
Feliz dia das mães!
Beijinhos
Fê Coelho.
Quem sou eu
A autora por ela mesma
- Fernanda Coelho
- Uma pessoa muito bem humorada, otimista incorrigível, tentando se encontrar nesse mundo maluco.
Boas vindas.
Seja bem vindo você que vem curioso, que vem interessado ou mesmo desacreditado.
Seja bem vindo você que me lê e descobre-me aos parágrafos.
Aproveita as palavras que encontrar por aqui e fica à vontade: a casa é sua. Só não põe o pé na mesa.
Sejam todos bem vindos.
Beijinhos
Fê
Seja bem vindo você que me lê e descobre-me aos parágrafos.
Aproveita as palavras que encontrar por aqui e fica à vontade: a casa é sua. Só não põe o pé na mesa.
Sejam todos bem vindos.
Beijinhos
Fê
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Eu apoio
Plágio é crime e deve ser encarado como tal. A divulgação dos escritos é uma honra, mas os créditos são compulsórios.
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4 comentários:
Adorei Fernanda. Parabéns pelo seu talento nas palavras e na vida. Um dia das mães cheio de amor.
Fê Coelho, que texto LINDO!
Não tenho dúvidas de que, embora saibas bem usar a mente sábia, este texto foi escrito a partir dos registros do próprio coração!
Lindas palavras, saio daqui encantada, como TODA MÃE, que lê e certamente se identifica com tudo que aqui você compartilhou.
Um beijo grande e um FELIZ DIA no domingo das MÃES.
Silvana, obrigada pela visita. Que seu dia das mães seja pleno de amor e motivos para sorrir.
Suzy. Que delícia de comentário, tão cheio de carinho. Obrigada pelas lindas palavras. Que este seu domingo e todos os outros transbordem amor.
Beijo grande pras duas.
Fê Coelho.
Oi Fernanda. Tudo bem?
É minha primeira visita aqui e amei seu texto sobre mães.
Ele ficou espontâneo e sincero (como uma mãe).
Como filha, concordo totalmente com teu texto e confio muito na intuição de minha mãe. Ultimamente tenho me tornado bem dependente dela e quando preciso fazer alguma coisa importante, ou saber se alguém pode ser confiável, eu a consulto.
É que eu já me ferrei muito por não ouvi-la antes... rs.
Mãe não é só nascimento, é renascimento.
Diante de um momento meio difícil da minha vida, minha mãe continua acreditando em meu potencial e, como ela dificilmente erra, resolvi acreditar também e criei um blog.
Esse blog foi criado ontem e acabou sendo meu presente para ela, já que não tinha dinheiro para um presente material.
E claro que mãe erra e acerta. Às vezes acho que mãe esquece que antes de ser mãe, ela é um ser humano e não pode ser perfeita em tudo. Mas consegue, de algum jeito, ser.
Feliz Dia das Mães com um dia de atraso a você!
http://pretextoparaescrever.blogspot.com.br/
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